5 Coisas que você pode aprender ao decidir largar seu emprego

 
 

"Caros colegas, depois de muitos anos gratificantes trabalhando aqui Trampo Integral LTDA, eu decidi seguir em frente"

99,9% Dos funcionários corporativos, em um momento ou outro, já pensaram sobre como seria se deixassem seus postos de trabalho. Seu sonho pode ser, começar seu próprio negócio, fazer um intercâmbio, viajar pelo mundo, escrever um romance, aprender japonês, meditar em um ashram, treinar para uma maratona, estudar filosofia, pintar uma obra-prima, ou quem sabe estrelar em um filme pornô, mas o primeiro passo é sempre o mesmo: se desvincular do trabalho. Eu passei pela mesma situação quando tinha 20 anos, na qual descrevo no item #1. Nessa época, eu escolhi viver uma vida mais equilibrada, visando perseguir meus sonhos. Hoje, compartilho com vocês o que aprendi com essa decisão, e somo mais 5 experiências de amigos de longa data que fizeram o mesmo.
 

1. É preciso tirar o tampão da lente da câmera para conseguir tirar uma foto.

Cegueira. É o que geralmente acontece com quem trabalha em tempo integral. No meu caso, precisava empurrar com a barriga meus projetos pessoais e ao mesmo tempo fazer malabarismos com a vida profissional e social. É óbvio que não dava muito certo, alguém sempre saia machucado com uma das bolas, e na maioria das vezes era alguém que não tinha nada a ver com a bagunça, ou pior, quem eu mais amava.
 
Acontece que, sempre se tem, projetos para terminar, uma dúzia de tarefas pendentes, festas para ir, um relacionamento para cuidar e gerenciar, consultas para agendar, que não me admira que as pessoas quase nunca param para pensar sobre as questões mais profundas e importantes na vida: Eu sou feliz?, Eu mereço algo melhor? Estou aproveitando minha vida ao máximo? Estou dando tempo e atenção necessária para as pessoas que eu amo?
 
Eu descobri que parar para pensar sobre isso por 5 minutos em uma segunda-feira de manhã, quando se está preso no trânsito indo para o trabalho ou de vez em quando, não é o suficiente. Foi preciso um descanso adequado para eu chegar em minhas conclusões. Posso te garantir que, vai ser uma dolorosa busca dentro do interior da sua alma, mas você pode ter certeza, depois de um longo período, distante da monotonia do seu trabalho, se prepare para receber uma enxurrada de respostas.
 

2. Ter um plano bem definido é melhor e mais fácil do que ter um plano para tudo

É engraçado, mas quando se trabalha em tempo integral, existe uma tendência em fazer planejamentos que normalmente não ultrapassam as férias do próximo ano. Para algumas pessoas, fazer planos para daqui a 10 ou 20 anos pode se tornar uma experiência infernal, uma vez, que inevitavelmente tais planos, envolvem grandes decisões na vida, e possivelmente seria preciso admitir que se está preso em um buraco negro bem fundo.

Quer queira quer não queira, ter uma ideia geral de onde você está indo, (assim como ter um plano B e C também não vai mal) não só vai ter dar confiança sobre o que você está fazendo atualmente, mas também vai te obrigar a pensar sobre suas prioridades e ambições. Planejar com antecedência é sempre uma boa ideia, mesmo que seja preciso mudar os planos a cada duas semanas.
 

3. Esqueça o que as pessoas pensam e/ou vão pensar.

Ao se afastar da sua carreira, vá se preparando para receber reações inesperadas e até mesmo surpreendentes de seus familiares e amigos. Preocupação, apoio, inveja, felicidade, raiva, entusiasmo e negatividade podem surgir, muitas vezes das pessoas mais inesperadas.

Um completo estranho aplaude o que você fez, enquanto seu melhor amigo se transforma em um buraco negro deprimente de negatividade.

Não tome isso como uma prova de fogo a amizade (embora possa servir como uma), mas apenas perceba que você não deve se preocupar com o que os outros pensam. No final do dia, o importante é você tenha tomado decisões de carreira que te fazem feliz, todo o resto é barulho.
 

4. Não se preocupe em perder tempo

 
Pronto, agora que você saiu do emprego, abra a porta para o mundo das possibilidades: você pode finalmente se dedicar aos estudos, ou ao seu projeto especial. Pode começar a fazer aquele curso que sempre quis fazer, mas não tinha tempo, e ainda por cima treinar na academia. Quem sabe escrever um livro, ou uma novela.

Uma vez nós somos desde cedo ensinados a evitar o fracasso, normalmente acreditamos que o tempo gasto em projetos que não dão frutos é tempo desperdiçado. Como a maioria dos trabalhos remunerados consomem a maior parte da semana, nos preocupamos muito em racionalizar nosso precioso tempo.

Depois que você sair, é de suma importância, perder essa mentalidade que diz: "meu tempo é precioso demais para desperdiçar". Trabalhar em algo com 1% de chance de ter sucesso a longo prazo, é melhor do que nunca trabalhar em alguma coisa.
 

5. Não é uma questão de dinheiro, muito menos de tempo.

Há um velho ditado que diz que quando se é jovem, você tem muito tempo, mas não tem dinheiro, e quando você já está maduro, você tem muito dinheiro, mas não tem tempo. Na prática, quando você sair do seu trabalho, você vai se encontrar em uma situação, na qual tem ambos: Dinheiro, que você esperançosamente economizou e tempo para você caminhar pelo caminho que escolher.

A maioria das pessoas deviam saber que, para viver uma vida socialmente ativa, intelectualmente desafiadora, culturalmente exploradora e fisicamente saudável, não é necessário muito dinheiro. É incrível como isso se torna especialmente claro, depois que você deixa o emprego, o que pode acontecer de vir junto com um choque, onde você vai perceber que também não precisa de tanto tempo livre assim.

O segredo é saber onde gastar tempo e dinheiro. O homem que busca suas paixões 2 horas por semana, R$ 50 reais por dia, é muito mais feliz do que um bilionário ocioso que, por tédio compra porta-aviões, para guardar seus aviões. Descubra o que você gosta e gaste seu tempo e dinheiro o perseguindo.
 

#Status Quo, me liberte!

De fato, eu já tinha tomado a decisão de deixar meu emprego, mas havia algo que estava segurando meu pé na mesa do escritório, e eu não entendia muito bem do que se tratava, parecia mais como uma corrente invisível. Foi então que descobri que se tratava do meu status quo, essa força inconsciente que tenta manter as coisas do jeito que estão. Era tão forte, que superava a minha resposta para a pergunta: "eu mereço algo melhor". Bom, como eu me livrei dessa corrente chamada status quo? – Foi uma guerra, mas eu tive que ser mais forte para conseguir seguir em frente.

E você, já teve uma revelação profunda que veio depois de uma pausa prolongada no trabalho? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários.



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6 Comentários


  1. realrendavirtual.com

    20 de março de 2014 em 09:50

    Bem legal, gostei muito do que eu li. Estou nesta fase de tentar começar meu ateliê de artesanato, pois é o que amo fazer. Sou técnica de enfermagem e não estou com muita sorte nessa área, passei uns 4 anos da minha vida trabalhando nisso sem ter tempo pra meus filhos. As veze sinto desperdício largar tudo pois seria peder o tempo que já dediquei, mas sinto estar pedendo de novo se continuar tentando bater de frente com algo que até proporciona um salário razoável apenas, mas não tenho mais prazer em me dedicar como antes.
    Estou estudando música, algo que amo também e já tive que parar 2 vezes antes por falta do tempo por conta do horário de trabalho. Estou sem dinheiro, porém, em paz pelo tempo que fico com meus filhos, minha música e ganho algum dinheiro com meus artesanatos. Por isso, minha vontade de montar meu ateliê aumenta cada dia mais, porque você poder ser o chefe da sua própria rotina é um benefício que empresa nenhuma fornece. =) beijos.

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  2. Lucas

    1 de abril de 2014 em 06:00

    Me identifiquei totalmente com o texto e minha situação atual. Estou estudando em uma universidade federal, totalmente gratuita, e ao mesmo tempo estive trabalhando em uma empresa montadora de caminhões no ABC. O emprego é ótimo, daqueles que muitas pessoas almejam, mas infelizmente são 9h de trabalho por dia e além de tudo pegando muito peso durante o dia todo. Se foi complicado para você que trabalhava em um escritório, imagine para mim que trabalho em uma linha de produção.
    Mas aí comecei a colocar as coisas na balança e vi que eu tenho apenas 19 anos, estou fazendo engenharia e vou ser capaz de conseguir um bom emprego novamente no futuro. Não tinha tempo para estudar, nem para a família, nem para os amigos, e ainda namorando? Ficam difíceis as coisas…
    Estou realmente decidido a sair, vou poder me dedicar aos estudos, ter uma boa formação, sei que agora fico com aquele medo de me arrepender, mas tenho quase certeza que a longo prazo vou saber que fiz a escolha certa.

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  3. Anônimo

    25 de agosto de 2014 em 11:04

    Sobre o item #1 por acaso estou lendo presa no trânsito de Porto Alegre numa segunda feira de manhã. Muito bom!

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  4. Anônimo

    15 de janeiro de 2015 em 19:01

    Tabalhei 9 anos e 9 meses numa multinacional, quando entrei era a empresa dos sonhos, tinha uma salário bom vários benefícios até que ela passou por uma aquisição, todos nós formos rebaixados, mudou a gerência e mexeram nos nossos benefícios, comecei a fazer as coisas sem motivação e principalmente sem nenhuma perspectiva de crescimento. Bom, aguardei que nos demitissem para eu falar que não queria continuar na nova empresa. Ainda estou na fase de adaptação da minha nova vida. Sou professora de formação, mas nunca lecionei. Apareceu uma oportunidade como professora assistente numa grande escola salario infinitamente inferior, localizada a 15 minutos a pé da minha residência e carga horária de 5 horas. Ainda estou pensando se valerá a pena, com medo do desconhecido, mas vamos que vamos. Esperançosa para que reconheçam meu trabalho e passe a professora, que o salário é melhor.

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  5. Bruno Padilha

    26 de fevereiro de 2015 em 01:43

    Largar meu emprego foi uma das decisões mais difíceis da minha vida. Mas também foi uma das mais recompensadoras.

    O emprego era bom, mas minha eu sentia que vivia em uma gaiola. E não importa se a gaiola é confortável, se tem internet, se tem férias: ainda é uma gaiola.

    Tirei meu CNPJ, comecei a trabalhar como freelancer. O trabalho era bem mais pesado, mas eu sentia que estava construindo algo. Hoje eu presto consultoria de branding para grandes empresas, e trabalho remotamente enquanto viajo e levo uma vida livre.

    Todas as experiências que vivenciei me levaram a começar meu próprio blog de desenvolvimento pessoal, e é nesse projeto que eu realmente me sinto realizado!

    Aliás, meu post mais acessado é o que eu conto minha história de como deixei meu emprego para virar "desempregado e feliz". Esse é um claro indicador de que há muitas pessoas que sentem o desejo de mudarem de vida, mas tem muito medo ou simplesmente não sabem como fazer.

    É nosso papel ajudar essas pessoas com informações e incentivos – por já termos conseguido fazer a transição.

    Te parabenizo pelo blog e pelo artigo, fico feliz de encontrar mais gente trilhando a mesma jornada.

    Grande abraço!

    PS: O post está aqui – http://www.brunopadilha.com/minha-historia/

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  6. Reflexões

    1 de agosto de 2015 em 17:35

    Bem… O que dizer da minha atual experiência? Há quase 2 anos larguei meu emprego de 3 anos pra realizar um intercâmbio que não deu certo, então decidi fazer um curso e estou fazendo. Não sei pra onde esse curso vai me levar pq atualmente conseguir emprego está complicado, mas ainda tenho intensão de fazer o intercâmbio.
    Deixar o emprego foi realmente difícil, mas comecei a refletir se eu gostaria de passar o resto da minha vida ali trabalhando numa área que correspondia 25% da empresa, da qual não tinha o devido valor e atenção. Sai chateada e decepcionada, mas compreendi que ás vezes somos tolerantes demais e vamos nos acomodando, deixando de ir atrás do que realmente nos proporcionará novos caminhos.
    A empresa pode não compreender nossos motivos, mas somente nós sabemos o que importa pra nós e só nós podemos correr atrás dos nossos sonhos e projetos. Ninguém fará isso por nós. Então, ás vezes vale a pena arriscar!

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