Sinaptogênese: 9 maneiras de formar novas sinapses no cérebro

As sinapses são consideradas conexões entre neurônios (células cerebrais) que promovem a comunicação neuronal. A palavra “sinapse” é derivada do termo grego “sinapsis” que se traduz a grosso modo em “conjunção”.

Suas células cerebrais se comunicam com outras células enviando mensagens químicas na forma de neurotransmissores ou sinais elétricos; Estes são transmitidos através das sinapses.

Se você tem muitas sinapses, provavelmente você terá mais flexibilidade neural e, possivelmente, um cérebro com funcionamento superior do que alguém com uma densidade sináptica reduzida. Considera-se que aqueles com baixas contagens de sinapses sofrem de distúrbios neurodegenerativos, comprometimento cognitivo e inteligência reduzida em comparação com indivíduos com maiores densidades sinápticas. Quanto maior a sua contagem sináptica, mais fácil é para o seu cérebro se adaptar para atender às demandas de estímulos ambientais.

Felizmente, seu cérebro é capaz de formar novas sinapses por conta própria através de um processo chamado sinaptogênese. A sinaptogênese “explode” durante a adolescência e diminui lentamente à medida que uma pessoa atinge seus 20 anos. Durante os estágios finais do desenvolvimento do cérebro, ocorre um processo chamado “poda neuronal” – eliminando as sinapses que não estão sendo utilizadas e fortalecendo as conexões sinápticas mais utilizadas através de uma potencialização a longo prazo.

9 formas de formar novas sinapses (sinaptogênese)

Você pode querer considerar melhorar a sinaptogênese para promover um desenvolvimento neurocognitivo melhor por N motivos, como aperfeiçoamento cognitivo, prevenção da neurodegeneração, raciocínio mais rápido, melhora da memória, etc.

E mesmo que você seja um adulto com um cérebro totalmente maduro e desenvolvido, e suas sinapses já foram “podadas”, há algumas evidências que sugerem que você possa formar novas.

Abaixo estão algumas estratégias que podem ajudá-lo a formar novas sinapses corticais.

Ambiente estimulante

Ambiente estimulante

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Existem fortes indícios de que um ambiente enriquecido contribui para a criação de novas sinapses, tornando um indivíduo mais inteligente. Um ambiente estimulante como por exemplo uma agência de publicidade é altamente eficaz para a criação de novas conexões neuronais;

Imagine como deve ser trabalhar diariamente exercitando ao máximo a criatividade para criar novas campanhas e solucionar de problemas.

Isso não significa que não é possível criar novas conexões neuronais em um ambiente pouco estimulante; não mesmo, pois nosso cérebro não cessa o fluxo mental nem mesmo enquanto estamos dormindo. O ponto aqui é: Quanto mais você estimular seu cérebro, mais inteligente você vai ficar.

Um estudo descobriu que ratos que cresceram em um ambiente estimulante, tinham quase 25% mais sinapses do que um outro grupo que cresceu incubado.

Aprendizagem motora

Aprendizagem motora

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É de conhecimento público que aprender coisas novas é saudável para o cérebro, no entanto, parece que nem todo tipo de “aprendizagem” é capaz de induzir a sinaptogênese. Se você quiser aumentar o número de sinapses, você pode começar se engajando em aprendizagens motoras, ou aprender algo relacionado ao movimento do corpo como por exemplo malabarismo, tênis de mesa, tricô, dobraduras, etc.

Em um estudo com roedores, verificou-se que ratos adultos que receberam um complexo treinamento acrobático tiveram a sinaptogênese, enquanto ratos que foram atribuídos a tarefa de exercícios físicos ou inatividade não conseguiram formar novas sinapses. Inclusive ao comparar ratos que se exercitaram com aqueles que permanecera sedentários, constatou-se que não houve diferença significativa nas densidades sinápticas. Isto sugere que apenas o exercício provavelmente não é suficiente para formas sinapses.

Seu cérebro precisa ser forçado a coordenar movimentos complexos nos membros aliados a uma atividade específica. Não precisa necessariamente ser um treinamento acrobático, mas se você for um acrobata certamente vai estar um passo à frente. Toda vez que você se envolver em uma atividade motora complexa como descobrir o jeito certo de acertar bolinha no tênis de mesa, novas sinapses se formaram para facilitar essa nova habilidade.

Precursores de fosfatídeos

Um relatório publicado em 2009 sugere que os precursores de fostatídeo provavelmente promovem a formação de novas sinapses. Fosfatídeos são um componente-chave das membranas sinápticas, portanto os pesquisadores especulam que a administração de precursores de fosfatídeos podem resultar em sinaptogênese.

Os fosfolipídeos, também chamados de fosfatídeos, são lipídeos que, por hidrólise, podem fornecer glicerol, ácidos graxos, ácido ortofosfórico, inositol, substâncias nitrogenadas, aldeídos e carboxilácidos.

Entre as substâncias nitrogenadas, citam-se a colina, a colamina, ou aminoetanol, a serina e a esfigomielina ou esfingosinol.

Um estudo feito com um animal investigou os efeitos desses precursores de fosfatídeo na contagem sináptica.

Uridina: É uma molécula que funciona como um bloco para a construção do ARN (sigla em português para RNA), que é responsável pela síntese de proteínas da célula. A uridina pode trabalhar em conjunto com a colina (nutriente encontrado em alimentos como ovo, fígado de galinha, vitela de vaca, cereais integrais e entre outros) para promover a formação de novas sinapses.

DHA: É um ácido graxo da família do ômega 3, também considerado um bloco de construção para o desenvolvimento do cérebro. Existem evidências de que ele pode melhorar a função cognitiva e a saúde mental em geral. Você pode obter o DHA em sua dieta através do consumo de peixes gordos ricos em ômega 3 (atum, salmão, sardinha, carapau, truta, e entre outros) ou suplementos.

Colina: Colina é um nutriente essencial solúvel em água que serve como precursor da acetilcolina (primeiro neurotransmissor descoberto). A acetilcolina é essencial para a sinaptogênese, bem como para uma variedade de outras funções neurofisiológicas. Talvez a melhor fonte de colina seja o consumo de ovos levemente cozidos, ou suplementos.

Foi relatado que quando esses três compostos combinados foram administrados, os níveis de fosfatídeos (lipídios) neurais aumentaram. Os biomarcadores notáveis para a sinaptogênese incluindo o Sinapsina I e o PSD-95 também aumentaram.

Como resultado da capacidade destes precursores de fosfatídeos em promover a sinaprogense, eles estão sendo testados em um formato pata tratar o Alzheimer; Indivíduos com doenças neurodegenerativas tendem a ter reduções nas contagens sinápticas.

Novos Antidepressivos

Novos Antidepressivos

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Acredita-se que os medicamentos antidepressivos podem induzir simultaneamente a neurogênese (criação de novas células cerebrais) e a sinaptogênese (novas sinapses).

Já está estabelecido que o ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina), um fármaco usado no tratamento de síndromes depressivas, transtornos de ansiedade e alguns transtornos de personalidade, podem induzir a neurogênese no entanto ainda não está claro se eles ajudam na formação de novas sinapses.

Spadin: Um estudo (ainda sendo investigado) descobriu que um novo antidepressivo chamado “Spadin” aumenta a sinaptogênese. Spadin é um novo antidepressivo péptídeo natural, composto por 17 aminoácidos com potentes propriedades antidepressivas de ação rápida que age inibindo um canal de potássio chamado “TREK-1”. No estudo com roedores, verificou-se que a administração do Spadin aumenta múltiplos biomarcadores de sinaptogênese incluindo o PSD-95 e a Sinapsina I. Os pesquisadores confirmaram que após o tratamento com Spadin, o número de sinapses dos roedores aumentou significantemente.

É encorajador sabe que os novos antidepressivos podem potencialmente aumentar a formação de novas sinapses. A depressão crônica não tratada e o estresse a longo prazo são documentados como inibidores da formação sináptica, levando o comprometimento do funcionamento cortical.

Embora não se saiba se os atuais antidepressivos disponíveis possuem o mesmo efeito de sinaptogênese que o Spadin tem, acredita-se que eles podem proteger as sinapses existentes.

Ketamina: Muitas pessoas já estão familiarizadas com o antagonista do receptor NMDA, que é a cetamina (droga dissociativa usada para fins de anestesia, com efeito hipnótico). É considerada uma substância controlada, muito utilizada como anestésico para cavalos. Em alguns chega a ser utilizada de forma recreativa em baladas, mas é considerada uma das drogas menos viciantes, portanto raramente é abusada.

O estudo revelou que a ketamina pode proporcionar um alivio de ação rápida em sintomas depressivos. Na verdade várias formulações foram projetadas, incluindo um spray nasal de cetamina para depressão, e mostraram uma certa promessa. Evidências preliminares sugerem que o único mecanismo de ação da cetamina é capaz de induzir a sinaptogênese.

Ele atua em uma via de sinalização celular chamada “mTOR” (alvo da rapamicina). Quando a via mTOR é ativada, a sinaptogênese parece aumentar no cortex pré-frontal. Algumas publicações chegaram a sugerir que a sinaptogênese induzida por cetamina pode ser responsável pela maior parte de sua eficácia antidepressiva.

Moduladores NMDA: Outras drogas estão sendo projetadas para atuar sobre NMDA (glutamato) semelhante à ketamina sem os efeitos psicomiméticos. Em outras palavras, as empresas farmacêuticas e de biotecnologia estão tentando isolar os mecanismos antidepressivos da ketamina, eliminando a possibilidade de efeitos colaterais dissociativos como alucinações ou delírios. Devido ao  fato de que a cetamina é capaz de promover a sinaptogênese , não seria estranho assumir que vários outros moduladores de NMDA têm efeitos semelhantes.

5. Mudança no comportamento

Outra maneira de desenvolver novas sinapses é mudar o seu comportamento usual. Um estudo documentou que aves do sexo feminino experimentaram mudanças de comportamento quando foram tratadas com testosterona. Os pesquisadores observaram que elas obtiveram 51% de sinapses formadas em uma região do núcleo do prosencéfalo chamada “Robustus archistriatalis” (RA).

Dessa forma os pesquisadores concluíram que o aumento do tamanho das sinapses e do número de vesículas sinápticas por sinapse estava associado à mudança comportamental. Nesse caso específico as mudanças comportamentais foram manipuladas pelos pesquisadores através da administração de testosterona, fazendo com que os pássaros cantassem mais em um clima onde normalmente cantariam menos. Embora a transferência de um estudo com aves não seja aplicável aos seres humanos, ainda pode ser.

É sabido que alterações comportamentais alteram a ativação neural e as vias neurais. Aprender uma nova habilidade motora está associada à sinaptogênese.

É possível que a alteração do comportamento durante um período determinado de tempo, independente do que provoque a alteração comportamental (como por exemplo, drogas, ambiente, etc), resulte na sinaptogênese.

6. Otimização Hormonal

Há evidências que sugerem que os aumentos hormonais podem induzir a sinaptogênese. Especificamente, aumentar os níveis de testosterona em machos pode auxiliar na formação de novas sinapses, enquanto aumentar os níveis do estradiol e da progesterona nas fêmeas pode induzir o mesmo efeito. Alguns estudos sugerem que a produção reduzida de vários hormônios específicos do sexo pode inibir a sinaptogênese.

Estradiol: Os pesquisadores já sabiam que o estradiol aumenta a plasticidade sináptica na região do hipocampo das fêmeas. Em um estudo publicado em 2013, foi relatado que a redução dos níveis de estradiol resultou em perda de sinapses. Aumentos nos níveis de estradiol aumentaram a formação de sinapses no hipocampo das fêmeas. Já a inibição da produção de estradiol em machos não tem efeito sobre a sinaptogênese.

Progesterona: Em um estudo realizado com ratos, a administração de progesterona permitiu a sinaptogênese dentro de uma região específica do hipocampo. Essa sinaptogênese ajudou os ratos com uma recuperação neural após um acidente vascular cerebral.

Testosterona: Com base em um estudo que analisou os efeitos da administração de testosterona em animais com esclerose múltipla, a testosterona aumentou a sinaptogênese Além disso também ajudou a preservar os neurônios dentro do córtex cerebral de camundongos. O aumento da sinaptogênese tem sido associado à melhoria da função sináptica excitatória, que auxilia na função cognitiva. Acredita-se que a sinaptogênese induzida pela testosterona melhora a velocidade espacial e a velocidade de processamento da informação.

7. Terapia a laser de baixo nível

Terapia a laser de baixo nível

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Em um estudo publicado em 2015, descobriu-se que a terapia a laser transcraniana de baixo nível estimula a formação de novas sinapses. Os pesquisadores testaram inicialmente a terapia laser de baixo nível com base no fato de que os animais com lesão cerebral traumática melhoraram com a administração da luz do infravermelho próximo à cabeça. Essa luz do infravermelho próximo à cabeça reduz o tamanho das lesões cerebrais, minimiza a inflamação e induz e neurogenese.

O teste com terapia a laser de baixo nível foi realizado em roedores com intervalos de uma ou três aplicações por dia. A funcionalidade neurológica melhorou significativamente para os roedores tratados com o laser em comparação com um grupo que não foi tratado. Essa melhoria ocorreu dentro de 2 semanas e foi caracterizada por aumentos significativos na sinaptogênese e na regulação ascendente da Sinapsina I.

O tratamento a laser aumentou simultaneamente o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), outro componente importantíssimo para a saúde mental.

Apesar do estudo ter sido realizado em roedores, os efeitos foram significativos. É possível especular que podem ocorrer efeitos similares na sinaptogênese com a terapia com laser de baixo nível em seres humanos.

8. Aumentar os níveis do BDNF

Se você quiser otimizar a capacidade do seu cérebro de formar novas sinapses, você pode começar a aprender como aumentar os níveis do BDNF, que é um acrônimo em inglês de “fator neurotrófico derivado do cérebro”, uma neurotrofina importante que auxilia na sobrevivência neuronal e na neurogênese.

Sem os níveis suficientes de BDNF, a sinaptogênese pode ser tornar menos provável, ou pode ser subóptima.

O fator neurotrófico derivado do cérebro é responsável por ajudar o seu cérebro a formar sinapses excitatórias e inibitórias. Quando a produção de BDNF é baixa, as sinapses são enfraquecidas. Quando a produção de BDNF é alta, as sinapses existentes são reforçadas através de uma potencialização a logo prazo. Apesar do fato de que esses dados são derivados de estudos com roedores, resultados semelhantes são prováveis em seres humanos; BDNF é conhecido por ser importante para a função neurocognitiva.

9. Várias proteínas

A produção de proteínas endógenas pode ajudar a promover a formação de novas sinapses. As proteínas que foram documentadas como promotores da sinaptogênese incluem: Netrin, Osteopontina e Thrombospondin.

Netrin: Esta é uma proteína que potencialmente pode auxiliar na formação de circuitos neurais no prosencéfalo de mamíferos, especialmente durante os picos de formação de sinapses. Os pesquisadores demonstraram que “Netrin-1” é capaz de promover a sinaptogênese dentro dos neurônios corticais de ratos e camundongos. Especificamente, o Netrin-1 aumenta a quantidade e a força das sinapses excitatórias entre os neurônios corticais.

Osteopontina: Esta é uma molécula de proteína capaz de melhorar a reorganização da sinapse e a recuperação após uma lesão cerebral traumática. Acredita-se que promova a sinaptogênese através da sua ação na sinaptina-1.

Thrombospondin: Esta é uma proteína secretada a partir de células gliais que promove a sinaptogênese, mantendo simultaneamente a estabilidade da sinapse. Também se pensa que ajuda na remodelação de sinapses após lesões cerebrais e / ou exposição a várias drogas.

Benefícios da sinaptogênese

Existem muitos benefícios associados à sinaptogênese, incluindo aprimoramento cognitivo e plasticidade. Os adultos com níveis mais baixos de sinapses frequentemente experimentam reduções na função cognitiva em comparação com aqueles com maior número de sinapses. Mais sinapses também podem reduzir a probabilidade de neurodegeneração.

  • Aperfeiçoamento cognitivo: se você quiser garantir que seu cérebro desenvolva o melhor de suas capacidades, aumentar o potencial da sinaptogênese pode ser um bom começo. A deficiência intelectual e os déficits cognitivos estão associados a reduções na formação de sinapses. Para melhorar a sua função cognitiva, pode ser inteligente se envolver em atividades que promovam a sinaptogênese.
  • Atraso / prevenção da neurodegeneração: existem evidências que relacionam doenças neurodegenerativas com déficits sinápticos. Aqueles com doenças como o mal de Alzheimer tendem a ter menos sinapses. Vários precursores de fosfatídeos estão sendo projetados especificamente para induzir a sinaptogênese em pessoas que sofrem de com o mal de  Alzheimer.
  • Aprendizagem: O ato de aprender, especialmente habilidades motoras, está associado à sinaptogênese. Quando você aprende algo novo, como como andar de bicicleta, seu cérebro forma novas sinapses. Essas sinapses são produzidas através da sinaptogênese, que são fortalecidas com o uso frequente. É por isso que, eventualmente, você pode andar de bicicleta sem cair.
  • Formação da memória: pensa-se que a sinaptogênese ajuda na formação da memória. Aqueles com função de memória prejudicada podem ter uma redução no número de sinapses corticais. Processos que promovem a sinaptogênese podem reforçar a força de novas memórias.
  • Alívio do humor: Acredita-se que pessoas que sofrem com depressão tem o processo de sinaptogênese prejudicado. Ao formar novas sinapses, você pode aliviar certos sintomas depressivos e, finalmente, sentir-se mais feliz. Embora a melhora do humor possa não ocorrer unicamente como resultado da formação de novas sinapses, alguns pesquisadores sugerem que isso acontece.
  • Neuroplasticidade: a sinaptogênese permitirá que seu cérebro se adapte a vários estímulos por neuroplasticidade ou neuroplasticidade autodirigida. Com um maior número de conexões globais, você terá um tempo mais fácil adaptando-se a novas experiências. Além disso, com novas experiências, seu cérebro forma conexões para ajudá-lo a funcionar em situações futuras relacionadas.
  • Redução de estresse: há evidências de que o estresse pode prejudicar a capacidade do seu cérebro de formar novas sinapses ou pelo menos novas conexões em regiões associadas ao pensamento de ordem superior como o córtex pré-frontal. O estresse significativo reforça a ativação da amígdala ou “centro de medo” e pode ser prejudicial para sinapses preexistentes e saudáveis.

O que pode prejudicar a sinaptogênese

Existem várias coisas que podem prejudicar a capacidade do seu cérebro de formar novas sinapses. Não houve pesquisas extensas realizadas com a intenção específica de determinar os disruptores da sinaptogênese. Dito isto, é seguro dizer que você pode evitar tudo que possa destruir as células cerebrais, além dos itens listados abaixo.

Anestesia: Recomenda-se evitar a anestesia a todo custo se você quiser manter suas sinapses existentes e / ou formar ativamente novas. Os pesquisadores observam que anestesia geral interrompe o equilíbrio de neurotransmissores e homeostasia, necessários para a sinalização neuronal. Isso resulta em um efeito em cascata em todo o cérebro, levando a deficiências na formação de sinapses em desenvolvimento e inibição da sinaptogênese.

Uma única exposição aos anestésicos pode resultar em comprometimento permanente na formação de certas sinapses.

BPA (Bisfenol A): O xenoestrogênio sintético, BPA (bisfenol A) está presente em muitos plásticos. A exposição ao bisfenol A em roedores mostrou reduzir os níveis hormonais e, em última instância, inibir o processo de sinaptogênese. Isso prejudica especificamente a sinaptogênese no córtex pré-frontal medial (mPFC) dos roedores.

Não é difícil pensar que o BPA não teria efeitos prejudiciais semelhantes nas populações humanas. A exposição ao BPA também foi associada a uma redução nas sinapses preexistentes no cérebro – outro motivo para evitar plásticos contendo bisfenol A.

Excesso de estresse: enquanto algum estresse pode ser benéfico para aprender e melhorar, o excesso de estresse pode danificar as sinapses e prevenir a formação de sinapses em áreas que promovem a função e a saúde do cérebro ideal. É melhor praticar a redução do estresse se você suspeitar que seu alto estresse está interferindo no funcionamento do seu cérebro.

Ambiente empobrecido: os indivíduos que crescem em um ambiente empobrecido, com poucos estímulos e uma falta de enriquecimento podem ter menos sinapses do que aqueles em ambientes estimulantes. Indivíduos imersos em um ambiente enriquecido podem ter até 25% mais sinapses do que indivíduos em um ambiente padrão, o grau de déficit sináptico é desconhecido entre aqueles em um ambiente empobrecido.

Genética subóptima: há algumas pesquisas que destacam o fato de que certos polimorfismos genéticos são suscetíveis de prejudicar a sinaptogênese. Se você herdou vários genes que reduzem a capacidade do seu cérebro de formar novas sinapses, isso pode resultar em déficits cognitivos e dificuldades de aprendizagem. Para alguns indivíduos, a herança dos genes errados pode colocá-los em grande desvantagem em relação à formação de sinapses.

Nota: Esse é um texto é uma tradução livre da página http://mentalhealthdaily.com/2015/06/27/synaptogenesis-9-ways-to-form-new-synapses-in-the-brain/. O autor e este blog não está envolvido em prestar conselhos ou serviços profissionais ao leitor individual. As ideias, procedimentos e sugestões contidas nesse texto não se destinam a substituir uma consulta médica. Todas as questões relativas à sua saúde exigem supervisão médica. Não serei responsável ou responsabilizado por qualquer perda ou dano alegadamente decorrente de qualquer informação ou sugestão neste blog. Você, como leitor deste blog é totalmente e completamente responsável pela sua saúde e cuidado dela.