Como falar sobre suicídio de forma segura e ética?

Estamos passando por um momento muito delicado. A pandemia do Coronavírus mudou a rotina de muita gente e pode servir de gatilho para muitos casos de depressão e ansiedade.

Recentemente publicamos alguns textos sobre ações positivas e medidas para cuidar da saúde mental nesse período de contágio geral, porém recentemente notou-se relatos de mortes por suicídio na internet, muitas vezes divulgados por correntes no Facebook e sites informativos.

Infelizmente, muitos ainda ignorando as boas práticas para falar sobre suicídio, podendo ocasionar efeito negativos a pessoas vulneráveis e gatilhos desnecessários.

Para lidar com esse problema, Karen Scavacini e M.M. Izidoro, do instituto Vita Alere, especializado na prevenção e pósvenção do suicídio, organizaram uma cartilha informando sobre como Como falar de forma segura sobre o suicídio, com o seguinte índice:

1. SOBRE O SUICÍDIO
2. ANTES DE POSTAR
3. O QUE NÃO FAZER O QUE FAZER
4. TIPOS DE POSTAGENS
5. DEPOIS DE POSTAR
6. O AUTOCUIDADO
7. PREVENÇÃO E DENÚNCIA DE CONTEÚDO
8. SOBRE O CVV

Um dos erros mais recorrentes

O suicídio, assim como outros tipos de mortes, é multifatorial, ou seja, não se deve utilizar os termos “se suicídou” ou “cometeu suicídio”, pois a pessoa é muito mais do que um comportamento. Se deve utilizar o termo “morreu por suicídio” ou “morte por suicídio“.

Sobre o suicídio

Antes de postar algo sobre o suicídio, recomendamos que se aprofunde um pouco mais no tema, isso te ajudará na hora da postagem. No capítulo 10 você encontrará indicações de sites.

A forma como encaramos o assunto suicídio afeta diretamente a forma como vamos abordá-lo em nossa comunicação, portanto é importante ter consciência sobre o seu entendimento e sentimento em relação ao suicídio, quais são suas crenças e seus maiores receios quando lida com o tema.

O suicídio é uma doença multidimensional, ou seja, é influenciada por vários fatores, como físicos, psíquicos, culturais, econômicos, sociais, situacionais e biológicos em uma pessoa que acredita no suicídio como a única solução para um problema. Suicídio não está relacionado à coragem, mas sim ao sofrimento.

O fato é que o comportamento suicida é mais comum do que imaginamos e qualquer pessoa em algum momento da vida pode ter pensado em acabar com a própria vida, precisamos de ajuda, quando o suicídio começa a ser visto como uma possibilidade.

No mundo, temos uma média de 800 mil suicídios por ano, o que significa que uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos e a cada três segundos ocorre uma tentativa. As tentativas tendem a ser dez ou vinte vezes maiores que os suicídios completos.

Hoje, no Brasil, temos em média 12 mil suicídios por ano, o que equivale a uma morte a cada 45 minutos. Mesmo que as taxas brasileiras não possam ser consideradas proporcionalmente altas, o país é o 8o no ranking em números absolutos e, infelizmente, as taxas não param de crescer.

Diversos fatores complexos levam alguém a se sentir suicida, por isso é importante comunicar sobre o suicídio de maneira segura, evitando que pessoas em estado de vulnerabilidade possam se envolver em comportamento suicida de cópia ou serem negativamente afetadas após a exposição a conteúdo relacionado ao suicídio.

Há fatores capazes de aumentar o risco de suicídio, como uso de álcool ou drogas, términos de relacionamentos, perdas financeiras, abusos, luto ou presença de transtornos mentais. Da mesma forma, existem também fatores de proteção, como por exemplo o suporte social ou familiar, ter acesso a recursos de saúde mental etc.

Post Atualizado em:

Mundo Interpessoal

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